A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata de três produtos alimentícios do mercado brasileiro após identificar falhas que comprometem a segurança e a conformidade sanitária.
A medida, publicada no Diário Oficial da União, atinge um azeite de oliva extravirgem, um lote específico de sal grosso e um doce de leite em pedaços, com validade em todo o território nacional.
Azeite Terra das Oliveiras

O caso mais amplo envolve o azeite extravirgem da marca Terra das Oliveiras, que teve proibidas a fabricação, a comercialização, a importação, a distribuição e o consumo.
De acordo com a Anvisa, o principal problema é a impossibilidade de rastrear a origem do produto, já que a empresa indicada no rótulo como importadora, a JJ Comercial de Alimentos, não possui mais registro ativo. O azeite era ofertado em plataformas de comércio eletrônico.
Sem informações confiáveis sobre procedência e responsáveis legais, a agência avaliou que o produto não atende às exigências mínimas para circulação no mercado brasileiro.
Sal Grosso Iodado Marfim

Além do azeite, a Anvisa suspendeu o lote 901124 do sal grosso iodado da marca Marfim. Testes laboratoriais apontaram teor de iodo abaixo do padrão exigido, o que motivou a determinação de recolhimento do produto. No Brasil, a iodação do sal é obrigatória como medida de saúde pública para prevenir distúrbios relacionados à deficiência do mineral.
Doce de Leite São Benedito
Outro item atingido pela decisão foi o doce de leite em pedaços da marca São Benedito, fabricado em junho de 2025. Segundo a agência, o produto apresentou duas irregularidades: ausência de identificação do lote e resultado insatisfatório em análise do conservante ácido sórbico, substância usada para evitar a proliferação de microrganismos.
Medidas passam a valer imediatamente
As decisões da Anvisa têm efeito imediato. O lote do sal Marfim deve ser retirado do mercado, enquanto o azeite Terra das Oliveiras e o doce de leite São Benedito permanecem proibidos até que novas deliberações sejam publicadas pela agência reguladora.
As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais devem atuar para garantir que os produtos não continuem sendo vendidos ou consumidos.
O que dizem as empresas
Procurada pela Agência Brasil, a fabricante do doce de leite São Benedito informou que colaborou com as autoridades assim que foi notificada e que realizou ajustes internos nos processos produtivos. Em nota, a empresa afirmou que busca assegurar que seus produtos estejam “100% dentro dos padrões exigidos” e destacou que o uso do conservante tem como objetivo garantir a segurança do alimento.
A Agência Brasil também tentou contato com a empresa responsável pela marca Marfim, mas não obteve resposta até a publicação. Já a responsável pelo azeite Terra das Oliveiras não foi localizada.
