A reprise de A Escrava Isaura, exibida nas tardes da Record, caminha para seus últimos capítulos cercada de expectativa do público. Escrita por Tiago Santiago e inspirada no romance clássico de Bernardo Guimarães, a novela reserva um desfecho marcado por mistério, punições e finais felizes.

Na reta final da trama, que teve 167 capítulos em sua exibição original, entre outubro de 2004 e abril de 2005, o principal suspense envolve a morte de Leôncio (Leopoldo Pacheco).

Diferente da versão clássica dos anos 1970, o vilão não tira a própria vida: ele é assassinado com uma facada no coração.

Quem matou Leôncio em A Escrava Isaura?

Isaura (Bianca Rinaldi) chega a ser apontada como suspeita, e Álvaro (Theo Becker) quase paga pelo crime ao assumir a culpa para protegê-la. No entanto, a verdade vem à tona e o responsável pelo assassinato muda conforme a versão exibida, já que a produção gravou cinco finais alternativos.

Na exibição original, o assassino revelado foi o capataz Chico (Jonas Mello), que age movido pelo ódio acumulado após anos de humilhação. Já em outra versão, Rosa (Patrícia França) assume a autoria do crime, tomada pelo ressentimento de ter sido abandonada e usada por Leôncio.

Em um terceiro final, a revelação mais inesperada aponta Belchior (Ewerton de Castro) como culpado, quebrando a imagem ingênua do personagem.

Há ainda o desfecho no qual Malvina (Maria Ribeiro) é quem mata o marido, cansada das traições e da obsessão dele por Isaura. Um quinto final alternativo foi produzido.

Final de A Escrava Isaura

Além desse mistério central, outros personagens também têm destinos trágicos. Martinho (Claudio Curi) e Raimundo (Romulo Delduque) acabam assassinados, reforçando o clima de tensão que domina os capítulos finais do folhetim.

No último capítulo, o tom muda e dá lugar à redenção. Isaura e Álvaro finalmente conseguem viver o amor que foi impedido durante toda a história: os dois se casam e constroem uma família. O casal ainda presencia um dos momentos mais simbólicos da novela, com a proclamação da abolição da escravatura, encerrando a narrativa com esperança e justiça histórica.

Outros personagens também têm seus destinos definidos. O coronel Sebastião (Paulo Figueiredo) pede perdão a Rosa e confia a ela a administração da fazenda antes de viajar em lua de mel.

Tomásia (Mayara Magri) e Miguel (Jackson Antunes) optam por adotar crianças, enquanto Diogo e Helena (Fernanda Nobre) deixam a cidade rumo a Petrópolis. Malvina e Geraldo (Caio Junqueira) recomeçam a vida em São Paulo, e Branca (Renata Dominguez) termina internada em um sanatório, completamente fora da razão.

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