A Casa do Patrão, com três semanas sendo exibida pela Record, vem atingindo médias entre 2,5 e 3 pontos na Grande SP. Muito pouco para o alto valor investido, e abriu espaço para o SBT voltar ao segundo lugar no horário.
O principal erro do programa criado por Boninho foi apostar em participantes anônimos, esquecendo que não contava com a vitrine poderosa da Globo para gerar identificação rápida com o público.
Na Globo, Boninho quando apresentava um BBB anônimo numa segunda-feira após vários VTs exibidos na novela das seis, das sete, no Jornal Nacional e na novela das nove, chegando na sexta-feira ele já era famoso.
Com a Casa do Patrão, Boninho tratou a Record como a Globo para lançar seu reality. Hoje, com quase 1 mês no ar pela emissora de Edir Macedo, os participantes confinados continuam anônimos.
Casa do Patrão não decola na Record
Além disso, o programa estreou apenas uma semana depois do BBB 26, quando a repercussão do reality global ainda estava no auge e o público já vinha meio saturado de uma edição que, com seus 100 episódios, pareceu longa demais. Foi nesse clima que surgiu a Casa do Patrão.
O reality show de Boninho precisava de mais tempo de tela para apresentar os participantes na grade e, junto com isso, explicar melhor as regras do game, que continuam confusas para grande parte do público.
Sabendo desse problema de vitrine, não é por acaso que a maioria dos realities da Record aposta em famosos, como acontece em A Fazenda, no Power Couple, em A Ilha e também em A Grande Conquista.
Para sair do fracasso, Boninho precisa intensificar a explicação do formato do programa de um jeito mais didático e também dirigir melhor o time de Leandro Hassum no vídeo, que anda prolixo demais.
No fim das contas, ainda falta muita coisa para a Casa do Patrão decolar, e a grande dúvida que fica é se alguém vai topar bancar uma nova edição em 2027. É um produto caro.
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